Irei desta vez, escrever um texto que não tenha um carácter nostálgico, mas para isso terei de me socorrer de uma imagem que me instigue a isso porque senão nunca seria capaz de o fazer. Para que seja minimamente inetressante o texto tem de ser sobre o que todas (umas mais que outras) gostamos: jornalismo. Essa imagem é esta:

Passando ao que verdadeiramente tem interesse (ou valor mediático para adequar os termos à linguagem jornalística), posso dizer que encontrei este fundo de papel de jornal para metaforizar a nossa amizade.
Aplicando os conhecimentos que adquiri através da cadeira de jornalismo, servi-me de um título que fosse sucinto, que resumisse o que se pretende dizer e que fosse apelativo.
Sem dúvida que curto e capaz de resumir o que pretendo (contar como começou a nossa amizade) ele é.
E apelativo? Nada melhor do que um título que provoque o suspense; que seja atraente; adequado; sugestivo; claro e que não revele exactamente o que trata a notícia mas que, ao mesmo tempo, dê indicações suficientes para que se subentenda algo. Este género de títulos indubitavelmente cativam a atenção do público. Em relação à atenção, veja-se a que provocamos com a nossa presença. Ela é vislumbrada através das câmaras atentas seguradas pelas mãos dos jornalistas que secretamente nos rodeiam. No entanto, tal é a nossa indiferença que nem prestamos atenção ao que nos rodeia. Foi assim durante muito tempo, foram momentos assim que prevaleceram e foi assim que tudo começou…
Cada pessoa atribui a sua própria interpretação ao que vê, tal como o jornalista o faz. Assim, também eu, poderei interpretar o que vejo nesta primeira página de jornal.
Identifico uma imagem de duas raparigas que olham descontraidamente para a objectiva da câmara e se associar a imagem ao título “A amizade começou assim”, poder-se-á estabelecer uma correlação entre a palavra “amizade” e a história de amizade inerente à foto. Deste modo, que necessidade teria o redactor de realçar a forma como esta história começou se a relação de amizade não se tiver matido exactamente como antes ? A minha eventual resposta é que a situação das amigas talvez não se tenha prolongado do mesmo modo e a notícia faça apologia a isso mesmo! É essa a minha explicação: esta notícia abordará como toda a amizade começou e se desencadeou.
Como descobrir se estou certa senão através do corpo da notícia? Não há outra forma, terei mesmo de a ler. Mas como poderei descobrir se não se consegue identificar qualquer letra presente no corpo da notícia? E tu, Flavie, como poderás descobrir?
R: Só poderemos descobrir virando as páginas do jornal (ou melhor, da vida)...
A verdade é que a minha interpretação se deve ao facto de eu conhecer as duas raparigas, tanto que sou uma delas xD.
E se por um lado eu sei que nós nos temos afastado um pouco em virtude de termos adquirido novas amizades, de nos termos afeiçoado mais a umas pessoas do que a outras, de termos passado por situações complicadas extrínsecas a nós, de nem sei bem porquê, a verdade é que continuamos a estar juntas, continuamos a divertir-nos, a sair juntas, a partilhar segredos, a estar nos mesmos sítios, continuamos unidas e estamos uma para a outra sempre que é preciso e eu continuo a estar muito feliz por seres minha amiga!
Quero agradecer-te por me teres apoiado quando precisei de ajuda, por me teres dado bons conselhos para ultrapassar os problemas, pela boa companhia, pela amizade, pela confiança, por seres a pessoa que és, por tudo!!!